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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Nossa história

Sou apaixonada pela internet, confesso. Durante muito tempo tive dificuldades em admitir meu vício, mas tendo em vista que ela foi uma de minhas aliadas durante o período mais difícil de nossas vidas, vou usá-la para, quem sabe, poder ajudar outras pessoas que passaram ou estejam passando pelo mesmo momento tesmpestuoso.

Sou casada há onze anos com Eduardo, e desse amor nasceu a Isabela, hoje com seis anos de idade.

Até os quatro, a Isa nunca tinha apresentado um episódio mais sério de saúde, mas chegando aos cinco aninhos, o terror invadiu nossa casa.

Em meados de setembro de 2011, a Isa teve uma convulsão que a deixou inconsciente por várias horas. Levada ao hospital ela foi diagnosticada com uma malformação venosa no terceiro ventrículo do cérebro e outra no lobo frontal direito.

Daquele momento em diante nossa trilha para compreensão e busca de soluções havia começado. Foi um longo caminho percorrido, pois inicialmente foi muito difícil entender qual seria a melhor solução, já que a cada consulta ouviamos opiniões diferentes.

O cavernoma em si pode ser considerado uma malformação inofensiva, desde que esteja numa área menos letal, digamos. Contudo, no caso de nossa filha, a localização significava iminente risco à vida dela.

O terceiro ventrículo é uma das quatro cavidades preenchidas por um fluido que compreendem o sistema ventricular no interior do cérebro humano. Está situado entre os dois tálamos e é preenchido por líquido cefalorraquidiano (liquor), sendo responsável por funções tais como:
  • Regular determinados processos metabólicos e outras atividades autônomas.
  • Secreção de neuro hormônios.
  • Controla a temperatura corporal, a fome, sede, sono e os ciclos circadianos (ritmo circadiano).
  • Importante na homeostase corporal.
  • É o principal centro da expressão emocional e do comportamento sexual
  • Produz também o hormônio sholeordofina que estimula o crescimento da cabeça.
O fato é que com muita persistência e busca para compreender o que nossa filha tinha, acabamos por escolher um médico que realmente sabia o que estava fazendo.

Após 40 dias mergulhados em pesquisa, currículos, discussões e várias noites em claro - afinal era nosso bebê - encaramos uma cirurgia de ONZE horas! Até agora, não sabemos como aguentamos. Na verdade, sabemos sim: foi com muita fé e com o apoio das pessoas que não subestimaram nossa aflição.

Hoje a Isa está perfeita, sem nenhuma sequela. Quem a conhece nem imagina o que ela passou!



Isabela curtindo uma viagem após a cirurgia. Perfeita!

Catarina  e Eduardo